quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Com a corda no pescoço...




É bem verdade que devemos sempre dar nosso 100% nos trabalhos que topamos fazer. Às vezes circunstâncias nos impedem como, motivos de saúde , ou questões de produção que nos impedem de realizar com maestria certas funções musicais e nos prepararmos perfeitamente para isso.
Existem também os trabalhos que aceitamos em cima do laço, as substituições de última hora também conhecidas por nós músicos como “fogueiras”. Nessas “fogueiras”não temos tempo de estudar o repertório e muito menos ensaiar. Nos resta confiar em nossa leitura e se errarmos , que seja com pressão e sem medo.
Nessas situações nos é dado um crédito para errar controladamente nas leituras à primeira vista, mas dentro do aceitável . Aceitável nesses casos significa ler razoavelmente bem a ponto de não acabar com a gig.
Por isso o prévio preparo dos estudos em casa e dos trabalhos realizados, principalmente das horas intermináveis em estúdio ou ao vivo em que praticamos leitura e criamos aquela casca de experiência e segurança.
Quando adquirimos essa confiança por parte dos músicos, arranjadores e cantores(as) nos é confiado uma performance de nível. E não podemos  decepcioná-los , aliás estamos sempre com a “corda no pescoço”, e como na brincadeira da forca ,tentando resolver as charadas e descobrir as palavras certas para as horas certas. Num mercado competitivo como o de São Paulo existem muitos músicos bons e procurando trabalhos. Uma falha musical ou comportamental pode nos tirar de cena.
Devemos sempre estar alertas pois mesmo em trabalhos pequenos e que não damos nada por eles, alguém pode estar te assistindo e ser seu possível indicador.
É bem complicado e simples assim.

domingo, 27 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

No Podcast The Jackass Penguim Show`s


A música "Dessolo"(Ivan Teixeira) do meu próximo cd "Atemporal" está disponível para download no Podcast Jackass Penguim Show`s.
Confiram e baixem!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quando tudo anda bem....




Na semana passada estive em situações diferentes, com expectativas diferentes de trabalhos e com produções diferentes.
Trabalhando com essas diferentes produções em dias sucessivos pude perceber e reafirmar minha concepção de quão importantes são as funções do técnico de P.A. e Monitor, Roadie e produtores de uma maneira geral.
O bom roadie cuida dos instrumentos como se fossem seus, serve de ponte entre o técnico de monitor e o músico no sound check. Fica sempre atento ao menor problema durante a apresentação e ao fim guarda os equipamentos de maneira segura e responsável.
O técnicos de monitor e P.A., quando fazem parte da equipe, viabilizam e traduzem para o público a sonoridade e vibração exatas do som da banda.
Digo “quando fazem parte da equipe” pois, salvo excessões, em muitas das vezes encontramos técnicos das empresas de som que mais se parecem com funcionários públicos desanimados com o trabalho, fazendo de tudo para não ter que fazer quase nada. Literalmente “cagam” para a banda ou artista.
E produtores, que quando realmente produzem, fazem as “engrenagens “ do trabalho se movimentarem fluidamente, poupando músicos e artistas envolvidos e assim contribuindo para que o resultado final, ou seja, na hora do show todos estejam bem dispostos e animados.
Acho que nem preciso dizer quando nada disso funciona né?!?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Marketing Exagerado





Se divulgar e mostrar sua capacidade pode ser oportuno e positivo se for feito com bom senso e respeito. Porêm em nosso cotidiano cansamos de ver músicos se mostrando por demasiado, se promovendo sem a minima noção do ridículo e sem o respeito que deveria ser inerente e muito presente em nossas relações.
Vemos fatos que além de serem extremamente constrangedores e de mau gosto, tornam-se motivo de xacotas e desencadeiam o efeito contrário ao que a pessoa esperava.
Recentemente em uma viagem com amigos nos lembramos de fatos que certos músicos fazem que quase nos mijamos de tanto rir.
Nós músicos quase não mandamos curriculuns, participamos de testes ou entramos em concorrências para conseguir uma gig. Nossa realidade é a do “quem indica” e precisamos atentar para as questões de sempre, como pontualidade, ter bons instrumentos, conhecer as linguagens dos trabalhos em que estamos inseridos, mas principalmente devemos ter respeito pelas pessoas envolvidas.
O respeito nos impede de tomar atitudes errôneas e que ultrapassam o limite das relações saudáveis. O exagero na auto-promoção leva ao ridículo e pode desmerecer todo o seu empenho de estudo durante a carreira.
Tento me enxergar de fora. Quando me acho ridículo e babaca divulgando uma informação profissional nas redes sociais logo desisto. Espero estar acertando.
Nesses casos o bom senso deve ser ativado.
Mas é certo que em algumas pessoas esse gatilho pode estar enferrujado.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tocar ou não tocar???

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Tocar ou não tocar???
Essa questão sempre nos vem à mente quando nos convidam para uma gig nova.
Digo isso na 1ª pessoa do plural me referindo também aos amigos de ofício que partilham destas mesmas idéias.
Muitos fatores passam por nossa cabeça e sem dúvida, o financeiro por vezes fala mais alto
Pensamos também na qualidade do som e na possível projeção que o trabalho pode tomar.
Pensamos e avaliamos a produção, se há um cuidado e uma direção já tomada ou se o trabalho está largado ao vento.
Pensamos nos músicos que foram convocados e no estilo trabalhado e pensamos no cachê proposto. Pensamos se há diárias de alimentação e ajuda de custos.
Analisamos ao saber se pagam ou não por ensaios e se vão nos fazer proposta indecentes quanto aos caches para divulgações em Tv, Radio e Internet.
Mas além disso pensamos no respeito e na sinceridade do artista e da produção envolvida.
Pensamos também na verdade do som e nas exigências de exclusividades.
É claro que “a situação faz o ladrão” e tudo depende muito do momento e da maneira em que tal proposta nos vem. É claro também que existem muitos trabalhos em que apenas atendemos o celular, marcamos o dia, a hora, o traje e o valor e não pensamos em nada disso.
Esse trabalhos também são bons pois não exigem muitos pensamentos de ordem estética e de juízo musical. Apenas vamos lá e realizamos.
Enfim, há momentos de se pensar e momentos de apenas agir.