quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Com a corda no pescoço...




É bem verdade que devemos sempre dar nosso 100% nos trabalhos que topamos fazer. Às vezes circunstâncias nos impedem como, motivos de saúde , ou questões de produção que nos impedem de realizar com maestria certas funções musicais e nos prepararmos perfeitamente para isso.
Existem também os trabalhos que aceitamos em cima do laço, as substituições de última hora também conhecidas por nós músicos como “fogueiras”. Nessas “fogueiras”não temos tempo de estudar o repertório e muito menos ensaiar. Nos resta confiar em nossa leitura e se errarmos , que seja com pressão e sem medo.
Nessas situações nos é dado um crédito para errar controladamente nas leituras à primeira vista, mas dentro do aceitável . Aceitável nesses casos significa ler razoavelmente bem a ponto de não acabar com a gig.
Por isso o prévio preparo dos estudos em casa e dos trabalhos realizados, principalmente das horas intermináveis em estúdio ou ao vivo em que praticamos leitura e criamos aquela casca de experiência e segurança.
Quando adquirimos essa confiança por parte dos músicos, arranjadores e cantores(as) nos é confiado uma performance de nível. E não podemos  decepcioná-los , aliás estamos sempre com a “corda no pescoço”, e como na brincadeira da forca ,tentando resolver as charadas e descobrir as palavras certas para as horas certas. Num mercado competitivo como o de São Paulo existem muitos músicos bons e procurando trabalhos. Uma falha musical ou comportamental pode nos tirar de cena.
Devemos sempre estar alertas pois mesmo em trabalhos pequenos e que não damos nada por eles, alguém pode estar te assistindo e ser seu possível indicador.
É bem complicado e simples assim.

2 comentários:

Lucareis disse...

Como todo profissional, seja na música ou em qualquer outra atividade, devemos estar preparados para as oportunidades que surgem. O estudo, planejamento e organização fazem parte de qualquer trabalho e é importante que se entenda, que o segmento do entretenimento é igual a qualquer outro, requer profissionalismo, em qualquer situação.Lamentavelmente. muitos brasileiros, tem se equivocado em confundir a música com apenas uma diversão e muitas vezes, colocam o músico brasileiro em um patamar inferior ao qual ele realmente pertence, ou deveria!
Portanto, se você estiver tocando no Morumbi, ou no Bar do Zé, a única coisa que não pode ser diferente é a sua atitude profissional.

Luis Reis

Ramon Montagner disse...

É isso aí Luis...obrigado pelo comentário..abraço