quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Tempo de Mudanças - Pratos Impression



À pedido de vários amigos que me perguntaram sobre meus novos pratos vou explicar aqui sobre essa minha mudança.
Estive na Zildjian por aproximadamente 10 anos. No início da parceria, e como em qualquer casamento, tudo foi às mil maravilhas. Mas após esse namoro inicial as coisas realmente não caminharam muito bem. Digo isso em relação à novas aquisições e ao apoio à possíveis projetos, workshops etc e tal.
Normalmente quando somos endorssados esperamos não somente que nos dêem os equipamentos, mas também esse relacionamento com a marca numa parceria mais produtiva.
Nós músicos, e isso é fato, não dependemos das marcas para que nosso trabalho tenha continuidade.Ninguém nos chama para trabalhar porque usamos tal prato , tal bateria ou tal pele.
Existem músicos que ,como já disse em outros posts, vivem na "fábula dos endorsements". Respiram em função das marcas, só falam disso, vivem isso, trilham seus caminhos em função do equipamento que estão usando.
Não vejo nada de ruim nisso desde que se tenha uma vida musical nos "trilhos", com os trabalhos em andamento.
Creio sim que a marca pode nos projetar e nos ajudar mas não é condição vital para nos projetarmos no meio musical que desejamos.
Enfim uma parceria saudável com as empresas deve se dar na forma de respeito, parceria em trabalhos e workshops, pois nós músicos formamos opinião e deveríamos ter esse "feedback"  das marcas.
Felizmente tenho endorsements muito bons que me apoiam e estão sempre querendo saber de meus trabalhos e opiniões como das peles Evans, Baterias Odery e Cajons FSA.
Nesse sentido estou muito feliz com os Pratos Impression que na pessoa do Victor Bub, de Florianópolis, tem feito um trabalho muito bom e profissional com a marca. É uma marca Turca e segue a tradição centenária de fabricação dos pratos, sempre martelados e trabalhados um a um.
Victor me procurou e ofereceu os pratos. Testei-os e pensei, pensei e pensei.
Sempre penso muito antes de tomar decisões importantes. Penso até demais.
Mas a sonoridade e a versatilidade desses pratos juntamente ao apoio do Victor realmente me convenceram a mudar.
Aí vão alguns links para que vocês possam conhecer um pouco mais sobre os pratos e em breve postarei mais informações à respeito. Abraços

http://www.impressioncymbals.com/

http://impressioncymbalsusa.com/home.html

http://impressioncymbalsusa.com/about.html

http://www.facebook.com/pages/Impression-Cymbals/171725116172328

http://www.batera.com.br/Classificados/Anuncios/7853_impression-cymbals

http://www.musicradar.com/gear/all/drums/cymbals/rock-jazz-series-cymbals-515412/review

http://www.batukagroove.com.br/

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Workshop do BD na Playtech


O Workshop ontem na Playtech foi bem legal!
Tocamos 3 peças antigas e playbacks dos trabalhos individuais.
A resposta do público foi muito boa!!
Ano que vem tem DVD novo na área!!
abraços

domingo, 18 de dezembro de 2011

Gravando no Estúdio Tribos







Gravação do cantor Jaime com Ivan Teixeira nos arranjos e teclados e Bruno Coppini nos baixos.Usei meus novos pratos da Impression e muito feliz com o resultado!!
Estar com esses dois é garantia de diversão nas piadas estilo "quinta série"!!rsrs

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sonhos, amigos e realidade



Tempos atrás me imaginava fazendo as coisas que faço hoje em dia, como tocar com alguns artistas, gravar em estúdios bacanas, chegar de uma viagem com um trabalho e embarcar em outra de outro trabalho. Nesse tempo estava em Campinas e estudava feito louco! Já tocava bastante mas me sentia como que estudando para fazer uma cirurgia no cérebro mas aplicando curativos na farmácia da esquina.
Não que não estude ou não queira estudar hoje em dia, mas em épocas de menos procupações temos mais tempo para tudo. Sem lamentações nem arrependimentos. Isso é fato. E fatos devem ser analisados e repensados.
As coisas em nossas vidas vão mudando e temos que nos adaptar. Há tempos de mais estudo e outros em que a maturidade que só a vivência e as “cabeçadas” nos trazem fazem a diferença e nos completam.
Mas ao contrário do que minha realidade tenta me dizer prego o estudo sempre, e até depois de “velho” resolvi fazer bacharelado em música, o que está me proporcionando menos horas de sono e muito mais estudo. Mas prefiro estar em movimento e saindo da tão falada zona de conforto.
E assim como antes me imaginava fazendo o que faço hoje , neste momento me imagino fazendo o que talvez esteja fazendo daqui a alguns anos.
Acredito que o nos faz sempre querer mais e “keep walking”(por mim pode ser sem uísque!rs) é nos imaginar daqui a alguns anos, projetando coisas boas, novas e desafiadoras.
Os amigos próximos sabem que sempre faço esta pergunta. E como que fazendo a mim mesmo tento me enxergar em suas respostas.
Sonhos são fundamentais e devemos compartilhar com os amigos.
E que bom que temos amigos.
(Agora o que a foto do post tem a ver com o assunto?rs)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Niterói 2007

Teatro Municipal de Niterói/2007
Foto tirada após a gravação do dvd "A vida é mesmo agora" da Luiza Possi em 2007.
Eu gordo, Bruno e Adriano magros,Ivan "cabeludjinho" ,Conrado com mais cabelos e Calasans suingando até na foto.....

Soundcheck 62

Espaço Lodutti- Luiza Possi -07/12/11

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Com a corda no pescoço...




É bem verdade que devemos sempre dar nosso 100% nos trabalhos que topamos fazer. Às vezes circunstâncias nos impedem como, motivos de saúde , ou questões de produção que nos impedem de realizar com maestria certas funções musicais e nos prepararmos perfeitamente para isso.
Existem também os trabalhos que aceitamos em cima do laço, as substituições de última hora também conhecidas por nós músicos como “fogueiras”. Nessas “fogueiras”não temos tempo de estudar o repertório e muito menos ensaiar. Nos resta confiar em nossa leitura e se errarmos , que seja com pressão e sem medo.
Nessas situações nos é dado um crédito para errar controladamente nas leituras à primeira vista, mas dentro do aceitável . Aceitável nesses casos significa ler razoavelmente bem a ponto de não acabar com a gig.
Por isso o prévio preparo dos estudos em casa e dos trabalhos realizados, principalmente das horas intermináveis em estúdio ou ao vivo em que praticamos leitura e criamos aquela casca de experiência e segurança.
Quando adquirimos essa confiança por parte dos músicos, arranjadores e cantores(as) nos é confiado uma performance de nível. E não podemos  decepcioná-los , aliás estamos sempre com a “corda no pescoço”, e como na brincadeira da forca ,tentando resolver as charadas e descobrir as palavras certas para as horas certas. Num mercado competitivo como o de São Paulo existem muitos músicos bons e procurando trabalhos. Uma falha musical ou comportamental pode nos tirar de cena.
Devemos sempre estar alertas pois mesmo em trabalhos pequenos e que não damos nada por eles, alguém pode estar te assistindo e ser seu possível indicador.
É bem complicado e simples assim.

domingo, 27 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

No Podcast The Jackass Penguim Show`s


A música "Dessolo"(Ivan Teixeira) do meu próximo cd "Atemporal" está disponível para download no Podcast Jackass Penguim Show`s.
Confiram e baixem!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quando tudo anda bem....




Na semana passada estive em situações diferentes, com expectativas diferentes de trabalhos e com produções diferentes.
Trabalhando com essas diferentes produções em dias sucessivos pude perceber e reafirmar minha concepção de quão importantes são as funções do técnico de P.A. e Monitor, Roadie e produtores de uma maneira geral.
O bom roadie cuida dos instrumentos como se fossem seus, serve de ponte entre o técnico de monitor e o músico no sound check. Fica sempre atento ao menor problema durante a apresentação e ao fim guarda os equipamentos de maneira segura e responsável.
O técnicos de monitor e P.A., quando fazem parte da equipe, viabilizam e traduzem para o público a sonoridade e vibração exatas do som da banda.
Digo “quando fazem parte da equipe” pois, salvo excessões, em muitas das vezes encontramos técnicos das empresas de som que mais se parecem com funcionários públicos desanimados com o trabalho, fazendo de tudo para não ter que fazer quase nada. Literalmente “cagam” para a banda ou artista.
E produtores, que quando realmente produzem, fazem as “engrenagens “ do trabalho se movimentarem fluidamente, poupando músicos e artistas envolvidos e assim contribuindo para que o resultado final, ou seja, na hora do show todos estejam bem dispostos e animados.
Acho que nem preciso dizer quando nada disso funciona né?!?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Marketing Exagerado





Se divulgar e mostrar sua capacidade pode ser oportuno e positivo se for feito com bom senso e respeito. Porêm em nosso cotidiano cansamos de ver músicos se mostrando por demasiado, se promovendo sem a minima noção do ridículo e sem o respeito que deveria ser inerente e muito presente em nossas relações.
Vemos fatos que além de serem extremamente constrangedores e de mau gosto, tornam-se motivo de xacotas e desencadeiam o efeito contrário ao que a pessoa esperava.
Recentemente em uma viagem com amigos nos lembramos de fatos que certos músicos fazem que quase nos mijamos de tanto rir.
Nós músicos quase não mandamos curriculuns, participamos de testes ou entramos em concorrências para conseguir uma gig. Nossa realidade é a do “quem indica” e precisamos atentar para as questões de sempre, como pontualidade, ter bons instrumentos, conhecer as linguagens dos trabalhos em que estamos inseridos, mas principalmente devemos ter respeito pelas pessoas envolvidas.
O respeito nos impede de tomar atitudes errôneas e que ultrapassam o limite das relações saudáveis. O exagero na auto-promoção leva ao ridículo e pode desmerecer todo o seu empenho de estudo durante a carreira.
Tento me enxergar de fora. Quando me acho ridículo e babaca divulgando uma informação profissional nas redes sociais logo desisto. Espero estar acertando.
Nesses casos o bom senso deve ser ativado.
Mas é certo que em algumas pessoas esse gatilho pode estar enferrujado.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tocar ou não tocar???

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Tocar ou não tocar???
Essa questão sempre nos vem à mente quando nos convidam para uma gig nova.
Digo isso na 1ª pessoa do plural me referindo também aos amigos de ofício que partilham destas mesmas idéias.
Muitos fatores passam por nossa cabeça e sem dúvida, o financeiro por vezes fala mais alto
Pensamos também na qualidade do som e na possível projeção que o trabalho pode tomar.
Pensamos e avaliamos a produção, se há um cuidado e uma direção já tomada ou se o trabalho está largado ao vento.
Pensamos nos músicos que foram convocados e no estilo trabalhado e pensamos no cachê proposto. Pensamos se há diárias de alimentação e ajuda de custos.
Analisamos ao saber se pagam ou não por ensaios e se vão nos fazer proposta indecentes quanto aos caches para divulgações em Tv, Radio e Internet.
Mas além disso pensamos no respeito e na sinceridade do artista e da produção envolvida.
Pensamos também na verdade do som e nas exigências de exclusividades.
É claro que “a situação faz o ladrão” e tudo depende muito do momento e da maneira em que tal proposta nos vem. É claro também que existem muitos trabalhos em que apenas atendemos o celular, marcamos o dia, a hora, o traje e o valor e não pensamos em nada disso.
Esse trabalhos também são bons pois não exigem muitos pensamentos de ordem estética e de juízo musical. Apenas vamos lá e realizamos.
Enfim, há momentos de se pensar e momentos de apenas agir.

sábado, 29 de outubro de 2011

Agradecimento

Hoje este Blog completou 20.000 acessos!
Fico contente em repartir com amigos e interessados as minhas andanças , fotos e textos.
Espero que continuem acessando e comentando!
Muito obrigado.

Soundcheck 55

Coreto da Praça Carlos Gomes/Campinas



Soundcheck Virginia Rosa
Campinas/Sp
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Soundcheck 52

Sesc Ginástico/RJ                                                                                        
Luiza Possi
Programa Palco MPB

Brazilian Duet - O Retorno -Londrina/PR


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Relações Cotidianas prt 4


Um produção bem alinhada não faz mal à ninguém. Mas quando faltam mais peças no quebra-cabeça do que encaixes perfeitos as coisas andam capengas e particularmente, fico muito irritado.
Meu amigo e grande músico Agenor de Lorenzi, que sei que lê essas linhas me disse com tom de espanto e com um tiquinho de ironia tão presente normalmente em sua fala:
“Pô Ramon , nunca te vi tão irritado!”
E realmente nós não havíamos tocado juntos em uma situação tão bagunçada!
Situações como estas onde quase nada funciona perfeitamente são comuns em nosso dia a dia de músico. Mas quando se trata de um espetáculo com seis cantoras de nível nacional se espera um pouco mais de cuidado da parte de quem produz.
Cantoras são, como que por natureza e em grande parte, inseguras musicalmente.  Músicos que as deixem tranquilizadas frente às interpéries da produção compensam e aquilibram ao menos a parte musical do contexto.
Procuro sempre relevar tais circunstãncias e levar de maneira branda e agradável esses fatos mas, por vezes me estresso alêm do normal.
Mas superadas as faltas da produção, mais uma vez o show aconteceu e a banda conseguiu resolver e botar as cantoras e o público pra dançar.
Peço desculpas ao Agenor e aos demais músicos que lerem esse post pela minha irritação. Mas também acho que compensei nas risadas e palhaçadas.
O problema é que quando se sabe como é bom uma fruta madura a verde é mais difícil de engolir.

Soundcheck 51

Citybank Hall/RJ
Citybank hall no RJ
Show Mulheres do Brasil