segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Marketing Exagerado





Se divulgar e mostrar sua capacidade pode ser oportuno e positivo se for feito com bom senso e respeito. Porêm em nosso cotidiano cansamos de ver músicos se mostrando por demasiado, se promovendo sem a minima noção do ridículo e sem o respeito que deveria ser inerente e muito presente em nossas relações.
Vemos fatos que além de serem extremamente constrangedores e de mau gosto, tornam-se motivo de xacotas e desencadeiam o efeito contrário ao que a pessoa esperava.
Recentemente em uma viagem com amigos nos lembramos de fatos que certos músicos fazem que quase nos mijamos de tanto rir.
Nós músicos quase não mandamos curriculuns, participamos de testes ou entramos em concorrências para conseguir uma gig. Nossa realidade é a do “quem indica” e precisamos atentar para as questões de sempre, como pontualidade, ter bons instrumentos, conhecer as linguagens dos trabalhos em que estamos inseridos, mas principalmente devemos ter respeito pelas pessoas envolvidas.
O respeito nos impede de tomar atitudes errôneas e que ultrapassam o limite das relações saudáveis. O exagero na auto-promoção leva ao ridículo e pode desmerecer todo o seu empenho de estudo durante a carreira.
Tento me enxergar de fora. Quando me acho ridículo e babaca divulgando uma informação profissional nas redes sociais logo desisto. Espero estar acertando.
Nesses casos o bom senso deve ser ativado.
Mas é certo que em algumas pessoas esse gatilho pode estar enferrujado.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tocar ou não tocar???

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Tocar ou não tocar???
Essa questão sempre nos vem à mente quando nos convidam para uma gig nova.
Digo isso na 1ª pessoa do plural me referindo também aos amigos de ofício que partilham destas mesmas idéias.
Muitos fatores passam por nossa cabeça e sem dúvida, o financeiro por vezes fala mais alto
Pensamos também na qualidade do som e na possível projeção que o trabalho pode tomar.
Pensamos e avaliamos a produção, se há um cuidado e uma direção já tomada ou se o trabalho está largado ao vento.
Pensamos nos músicos que foram convocados e no estilo trabalhado e pensamos no cachê proposto. Pensamos se há diárias de alimentação e ajuda de custos.
Analisamos ao saber se pagam ou não por ensaios e se vão nos fazer proposta indecentes quanto aos caches para divulgações em Tv, Radio e Internet.
Mas além disso pensamos no respeito e na sinceridade do artista e da produção envolvida.
Pensamos também na verdade do som e nas exigências de exclusividades.
É claro que “a situação faz o ladrão” e tudo depende muito do momento e da maneira em que tal proposta nos vem. É claro também que existem muitos trabalhos em que apenas atendemos o celular, marcamos o dia, a hora, o traje e o valor e não pensamos em nada disso.
Esse trabalhos também são bons pois não exigem muitos pensamentos de ordem estética e de juízo musical. Apenas vamos lá e realizamos.
Enfim, há momentos de se pensar e momentos de apenas agir.